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Nintendo vem aí meu povo!

:::. Por Gigacom - fonte: Videogame ano 1 nº 05 - Nos anos 90, o sentimento de todo brasileiro em relação ao mundo era que o brasileiro era bicho, e não merecia a atenção das grandes empresas estrangeiras. Para se ter um Mega Drive por aqui foi preciso muito empreendedorismo por parte da Tec Toy, e para possuir um Nintendo, só importando. Mas chegou o momento em que a Big N se interessou  pelo Brasil.

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Até a Nintendo ter uma representante aqui no Brasil, para pegar um console dela por aqui tinha que se apelar pra mutretas, e eram muitas! Entre elas:

> Importação via cruzamento da ponte do muambeiro. Conhecido oficialmente como Ponte da Amizade, faz a passagem por cima de um rio, e é um dos entrepostos alfandegarios mais movimentados do Brasil. Fica na fronteira com o Paraguai, e o movimento por lá era muito intenso nos anos 90. Para se passar com uma caixa cheia de Super Nintendo sem ser confiscado, era preciso molhar algumas coisas, como as mãos dos fiscais que trabalhavam aliou as pernas na tentativa de cruzar o rio sem ser pego.

> Comprar na Santa Figena. Tradicional ponto de compra e venda de produtos importados com nota fria, a Santa Ifigênia era onde se podia conseguir aquele SNES da hora por um precinho marromeno bom. Marromeno porque além do povo lá meter a faca nos olhos do freguês, o coitado ainda tinha que pagar à vista... e em dinheiro!!! Ah tá, pra quem não sabe, essa é uma rua lá de Sun Paulo.

> Presente da Tia. Todo mundo que pensava ser gente tinha uma tia que viajava sempre para o exterior. Era só falar com a Tia (assim mesmo com T maisculo, pois as outras tias eram de uma categoria inferior) que ela trazia o Nintendinho original lá de Miami, ou um Super Famicom lá do Japão.

> Feirinha do Paraguai. Quem não morava em São Paulo podia comprar video games da Nintendo nas tradicionais feirinhas do Paraguai que existiam em tooooooooooooodo Brasil. Claro que o nome de cada uma variava de acordo com a região (Feira do Rolo, Feirão do Centro, Feira do Roubo, Deposito da Receita Federal...), mas normalmente vendiam video games misturados à canivetes suiços, lanternihas da China, TVs portátil, giz pra matar barata... esses trecos.

O inicio da história da Nintendo no Brasil começou conforme mostra a noticia abaixo:

 

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Depois dessa noticia, a Gradiente entrou com uma parceria com a Estrela, e assim nasceu uma join venture chamada Playtronic. A Playtronic foi a responsavel pela nacionalização do SNES, NES e mais tarde o Game Boy, comercializando aquinão só os consoles como tambem jogos e acessorios. Basicamente todo jogo que saia nos Estados Unidos dava as caras por aqui tambem pela Playtronic. Essa empresa ficou no mercado por bastante tempo, até a retirada da Estrela que estava levando prejuízos enormes por conta da perda de mercado para os brinquedos chineses, e não pode se sustentar junto com a Gradiente... daí, a Playtronic deixou de existir, e os ultimos aparelhos e jogos da Nintendo produzidos no Brasil vieram em nome da Gradiente mesmo.

De uma maneira geral, a Playtronic cumpriu com sua função, trouxe os produtos da Big N com a mesma qualidade que existia lá fora. Os produtos tinham um preço alto, mas ainda assim acessível, e vendeu bastante em todo o território nacional principalmente em Shoppings e em franquias de várias lojas nacionais.


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